Offcina 33
Blog criado para a disciplina de Literatura e Cultura Digital - Curso de Letras da Unirio.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Exercício 5: Copyleft no meio editorial.
A edição compreende três sujeitos principais: Autor, editor e público
Autor: Escreve o texto e é protegido por legislações que regulam pelo direito dele ao texto e da forma como vai ser distribuída, cogitando ou não a modificação desse texto.
Editor: Basicamente é quem cuida da obra após escrita. Desde seus aspectos matérias como capa e diagramação, desde os meios de veiculação.
Público: Geralmente quem recebe a obra e avalia. Para o copyleft fundamental, pois é a partir dele que fará sentido o conceito de software aberto voltado para o meio editorial.
Copyleft no meio editorial:
* Tem origem nos movimentos de contracultura de 70 e 80.
* A priori foi etiquetado de anti-copyright.
* Foi uma maneira que as pessoas anticopyright acharam para compartilhar seu conteúdo sem se submeter a uma legislação que cada vez funcionava a favor das grandes corporações.
* Permitir a distribuição da obra sem fins comerciais
* Permitir obras derivadas
* Permitir a distribuição comercial
* Licença ad hoc, isto é específica ao seu propósito
* Creative Commons é um meio pertinente por já ser conhecido (muitas vezes os autores não têm tanto acesso às leis
* O Creative fornece uma série de licenças adaptadas à legislação de mais de trinta países
* Creative Commons são licenças à sua livre escolha
- Permitir o uso comercial do seu trabalho?
- Permitir transformações do seu trabalho?
- No caso de permitir modificações, você quer que os outros as compartilhem da mesma maneira que o seu próprio trabalho, isto é, com a mesma licença?
* Se você é um autor copyleft é importante definir sua licença e deixar claro nos termos qual o tipo de licença é mais conveniente pra você. A licença deverá ser colocada na página do livro.
* Um grande problema não é tanto a parte da edição e dos leitores, mas sim da autoria. Isto é, convencer os editores, financiadores dos seus métodos copyleft de disponibilizar sua obra.
* No entanto copyleft depende mais das intenções do autor quanto à distribuição, pois se o autor se posicionar a respeito de algum modo especifico de licença, a legislação está capacitada para defender seus diteitos.
*O que a copyleft enfrenta
1 Convencer o autor a disponibilizar sua obra nesse formato (os prós e contras não diferem muito, pois autores não ganham tanto por venda de obras, exceto alguns casos. Na maioria das vezes ganham pela fama de seus livros)
2 As editoras não abrem mão das suas licenças por menor que seja a modificação. (embora existam algumas pequenas editoras que mais preocupadas com o caráter vocacional do autor – universidade, grupo de pesquisa – passam a oferecer para eles o modelo copyleft. Que não encontram dificuldade de distribuição, uma vez que possam ser compartilhados na internet)
3 Obras já publicadas que caem no limbo dos direitos, por se levar 60 anos para cair em domínio público, muitas obras ficam embargadas judicialmente para a publicação, uma vez que o autor morre os familiares não têm interesse na publicação.
4 Os softwares da internet bloqueiam o compartilhamento (muito comum em foto)
*Exemplos de copyleft
- Traficantes de Sueños: www.traficantes.net/editorial
- Virus Editorial - Bellaterra
- Acuarela
- Ediciones Bajo Cero
- Atrapasueños
- El Vejo Topo
- Jornal 20 Minutos
- Maioria dos blogs virtuais inclinados para Copyleft
*Copyleft legado
Contudo, nada falamos sobre esse terceiro personagem que apresentávamos no início e que somente por convenção chamamos de público. Ele é quem dá pleno sentido ao copyleft. Contudo, o copyleft é construído a partir da legislação e, portanto, da vontade dos autores.
Os direitos que as licenças concedem, mesmo as menos restritivas, têm, como se disse, a forma de uma “carta outorgada”, que somente pode definir e defender. Mesmo quando é o público, essa matéria tão “enevoada” quanto opaca, quem compõe a infinidade de reações sociais que estão por trás cada criação. Sem a memória social acumulada, sem o uso criativo dessa cultura e desses conhecimentos pelo público, sem a escolarização das massas e a profunda imersão cultural e midiática, sem formas de vida novas que geram seus próprios conhecimento e tendência culturais, isto é, sem a própria vida social em toda sua complexidade, não seria por acaso impossível algum ato de criação? Não é, em suma, o público o verdadeiro sujeito da criação intelectual?
Nossa legislação segue baseada em uma ideia de criação individualizada na figura do gênio, o que torna indissociável a obra de seu criador. Contudo, toda inovação é feita de forma coletivo por caminhos por vezes muito complexos que normalmente incluem comunidades e formas de vida diferentes (culturais, científicas) e circuitos de formação que frequentemente têm grandes financiamentos públicos (universidades, centros de arte, de pesquisa). O movimento copyleft deveria partir dessa consideração para tentar abrir, enquanto se generaliza, uma nova concepção da norma e da lei, que faça do público e do bem comum o bem mais valorizado para ser conservado e reforçado, sempre com o objetivo de multiplicar nosso legado intelectual.
Autor: Escreve o texto e é protegido por legislações que regulam pelo direito dele ao texto e da forma como vai ser distribuída, cogitando ou não a modificação desse texto.
Editor: Basicamente é quem cuida da obra após escrita. Desde seus aspectos matérias como capa e diagramação, desde os meios de veiculação.
Público: Geralmente quem recebe a obra e avalia. Para o copyleft fundamental, pois é a partir dele que fará sentido o conceito de software aberto voltado para o meio editorial.
Copyleft no meio editorial:
* Tem origem nos movimentos de contracultura de 70 e 80.
* A priori foi etiquetado de anti-copyright.
* Foi uma maneira que as pessoas anticopyright acharam para compartilhar seu conteúdo sem se submeter a uma legislação que cada vez funcionava a favor das grandes corporações.
* Permitir a distribuição da obra sem fins comerciais
* Permitir obras derivadas
* Permitir a distribuição comercial
* Licença ad hoc, isto é específica ao seu propósito
* Creative Commons é um meio pertinente por já ser conhecido (muitas vezes os autores não têm tanto acesso às leis
* O Creative fornece uma série de licenças adaptadas à legislação de mais de trinta países
* Creative Commons são licenças à sua livre escolha
- Permitir o uso comercial do seu trabalho?
- Permitir transformações do seu trabalho?
- No caso de permitir modificações, você quer que os outros as compartilhem da mesma maneira que o seu próprio trabalho, isto é, com a mesma licença?
* Se você é um autor copyleft é importante definir sua licença e deixar claro nos termos qual o tipo de licença é mais conveniente pra você. A licença deverá ser colocada na página do livro.
* Um grande problema não é tanto a parte da edição e dos leitores, mas sim da autoria. Isto é, convencer os editores, financiadores dos seus métodos copyleft de disponibilizar sua obra.
* No entanto copyleft depende mais das intenções do autor quanto à distribuição, pois se o autor se posicionar a respeito de algum modo especifico de licença, a legislação está capacitada para defender seus diteitos.
*O que a copyleft enfrenta
1 Convencer o autor a disponibilizar sua obra nesse formato (os prós e contras não diferem muito, pois autores não ganham tanto por venda de obras, exceto alguns casos. Na maioria das vezes ganham pela fama de seus livros)
2 As editoras não abrem mão das suas licenças por menor que seja a modificação. (embora existam algumas pequenas editoras que mais preocupadas com o caráter vocacional do autor – universidade, grupo de pesquisa – passam a oferecer para eles o modelo copyleft. Que não encontram dificuldade de distribuição, uma vez que possam ser compartilhados na internet)
3 Obras já publicadas que caem no limbo dos direitos, por se levar 60 anos para cair em domínio público, muitas obras ficam embargadas judicialmente para a publicação, uma vez que o autor morre os familiares não têm interesse na publicação.
4 Os softwares da internet bloqueiam o compartilhamento (muito comum em foto)
*Exemplos de copyleft
- Traficantes de Sueños: www.traficantes.net/editorial
- Virus Editorial - Bellaterra
- Acuarela
- Ediciones Bajo Cero
- Atrapasueños
- El Vejo Topo
- Jornal 20 Minutos
- Maioria dos blogs virtuais inclinados para Copyleft
*Copyleft legado
Contudo, nada falamos sobre esse terceiro personagem que apresentávamos no início e que somente por convenção chamamos de público. Ele é quem dá pleno sentido ao copyleft. Contudo, o copyleft é construído a partir da legislação e, portanto, da vontade dos autores.
Os direitos que as licenças concedem, mesmo as menos restritivas, têm, como se disse, a forma de uma “carta outorgada”, que somente pode definir e defender. Mesmo quando é o público, essa matéria tão “enevoada” quanto opaca, quem compõe a infinidade de reações sociais que estão por trás cada criação. Sem a memória social acumulada, sem o uso criativo dessa cultura e desses conhecimentos pelo público, sem a escolarização das massas e a profunda imersão cultural e midiática, sem formas de vida novas que geram seus próprios conhecimento e tendência culturais, isto é, sem a própria vida social em toda sua complexidade, não seria por acaso impossível algum ato de criação? Não é, em suma, o público o verdadeiro sujeito da criação intelectual?
Nossa legislação segue baseada em uma ideia de criação individualizada na figura do gênio, o que torna indissociável a obra de seu criador. Contudo, toda inovação é feita de forma coletivo por caminhos por vezes muito complexos que normalmente incluem comunidades e formas de vida diferentes (culturais, científicas) e circuitos de formação que frequentemente têm grandes financiamentos públicos (universidades, centros de arte, de pesquisa). O movimento copyleft deveria partir dessa consideração para tentar abrir, enquanto se generaliza, uma nova concepção da norma e da lei, que faça do público e do bem comum o bem mais valorizado para ser conservado e reforçado, sempre com o objetivo de multiplicar nosso legado intelectual.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Exercício 4: Hipertexto
Irene
Rodrigo Amarante
Saudade, eu te matei de fome
E tarde, eu te enterrei com a mágoa
Se hoje eu já não sei teu nome
Teu rosto nunca me deu trégua
Milagre seria não ver
No amor, essa flor perene
Que brota na lua negra
Que seca, mas nunca morre
Verdade, eu te cerquei de longe
E tarde, eu encostei no medo
Se ontem eu cantei teu nome
O eco já não morre cedo
Milagre seria não ter
O amor, essa rima breve
Que o brilho da lua cheia
Acorda de um sono leve
Irene
Irene ri
sábado, 24 de setembro de 2016
Exercício 3: Stopmotion
Edward Snowden, Barack Obama e Sia arrasam com suas interpretações neste thriller de espionagem que dá nova cara ao gênero. Snowden (Edward Snowden) um agente da CIA descobre um programa de vigilância do governo americano em escala global. Acreditando que o governo americano não deva decidir sobre a liberdade dos cidadãos do mundo na internet, Snowden decide vazar os dados. Ao ser descoberto pelo governo, ele acaba se metendo em altas confusões.
"Um thriller que te deixa preso na cadeira por 38 segundos" (The Hollywood Reporter)
"Poderoso, intrigantemente erótico e íntimo... este thriller assustador é um exercício eletrizante da arte cinematográfica" (Newsweek)
"Fiquei boladão" (Jornal Meia Hora)
SIA
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Os 5 melhores jeitos de se proteger online, segundo Snowden
São Paulo - Edward Snowden, analista de sistemas que revelou ao mundo um esquema mundial de espionagem promovido pela agência americana NSA, certamente entende de segurança online.
Em um mundo onde cada passo nosso é registrado na internet (cada busca no Google, cada clique, cada site acessado ou compra feita), tomar algumas atitudes para garantir um pouco de privacidade se faz necessário.
Também, garantir a segurança de senhas e acessos, dificultando possíveis invasões nas contas e dados privados.
Em uma recente entrevista ao site The Intercept, Snowden deu algumas dicas de como tomar ações fáceis e rápidas e aumentar de maneira significativa sua privacidade.
Confira as cinco dicas:
1.
Snowden recomenda o uso do app Signal (disponível para iOS e Android), que encripta as mensagens e ligações do seu smartphone. Assim, ela não pode ser rastreada e copiada. Mas é necessário que a pessoa com a qual você está falando também tenha o Signal instalado.
2.
Outra ação é a de habilitar funções de dupla verificação de suas contas. Ou seja, o programa pediria a sua senha, mas também um dispositivo físico, como um smartphone, para obter o segundo código de acesso. Com isso, fica bem mais difícil de alguém invadir suas contas.
3.
Use programas que gerenciam todas as suas senhas, como o KeePassX. Ele garante que você usará senhas diferentes para cada conta. Nada mais inseguro que usar a mesma senha para vários serviços e contas.
4.
Baixe e use o Tor, um sistema que permite navegar pela internet de forma segura e anônima. Seus dados não são rastreados e armazenados. Com o programa, seu tráfego se espalha por todo o mundo, mascarando sua real localização e identidade.
5.
Use AdBlockers, programas que irão barrar os anúncios online durante sua navegação.
Matéria: Exame.com
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